Depois me dizem que não tem a lei de Murphy. Não não, magina. Pra começar, vou contextualizar a história.
Era uma vez um projeto que a prefeitura da minha querida cidade tem que se chama
Convite à dança. Com esse projeto, as escolas de dança da cidade têm a oportunidade de se apresentar toda terça-feira do mês sorteado, no teatro Reviver. Daí, tem o Convite ao Teatro e à música também (e depois eu tenho coragem de reclamar que em Maringá não tem nada... eee Mariana ¬¬).
Este mês, de Setembro, tem as apresentações da
Aziza Escola de Dança do Ventre que olha! é a escola onde eu dou aula. (É, pra quem sempre pergunta e eu sempre esqueço de responder, dou aula de dança do ventre =p)
Acontece que eu to achando que Setembro vai ser o pior mês do ano e eu não queria dançar. Nunca deixei de dançar, nunca me senti assim... mas sei como é estressante organizar, ensaiar, marcar palco e tudo mais e queria evitar essas coisas nesse mês, por causa da monografia e coisa e tal... Tudo bem, concordei em dançar por causa das alunas, é legal pra elas terem a professora como exemplo, óbvio.
Vamos dançar então... toda terça. De segunda, ensaio no teatro. Até as 9 da noite. Na terça, o dia todo organizando as roupas, brincos, pulseiras, passando saia, fazendo cabelo, maquiagem, etc. Chegamos lá no teatro no horário, uma hora antes, como combinado. Me arrumei, arrumei as crianças... Teve aluna que, pro meu emputecimento, chegou as 8e15 -.- Mas né? Tudo bem, acontece... Até secar cabelo de uma das crianças eu sequei e fui dançar.
A primeira coreografia foi bem. Nem errei! Me odeio naquela roupa, mas tá valendo... Fui pro camarim me trocar, sem pressa, sussegada porque ainda ia demorar pra dançar de novo e dessa vez, seria meu solo. Simmm, as professoras dançam uma música sozinhas no palco. Legal né? Também acho, é super emocionante. Eu não tava muito a fim, mas tratei de me animar, dançando qualquer coisa no camarim...
Acabou a música, acabou a falinha... minha vez de ir pro palco. Começou uma música, não era a minha. Começou outra música, não era a minha. E eu lá, de mãos na cintura, esperando. A música não veio... Eu sai do palco, sem dançar.
(Com um gostinho de mico, de frustração, de raiva e de tantas outras coisas que estão me travando pra voltar pro palco. Até terça que vem eu supero, mas hoje foi foda.)
(To sentindo a semana voando. Quero que dia 13 de setembro chegue logo. Quero que outubro chegue logo. Mais ainda, espero por dezembro.)