-Mari, minha linda, ce tá ae? -Oi, oi, tô!
-O Branco tá indo ae na vila direto, sabia? A gente arrumo trampo pra ele no Bar do Não Sei Quem... Ele e os meninos vivem juntos agora. (Em letras pink, garrafais!!)
- Ahh que legal.
- Então, vc evita de encontra com ele pq ele tá d rolo com a Paola e ce sabe q ela é perigosa neh?
(tá louca)
No Bar do Não Sei Quem, do lado de fora, eu vejo, lá dentro, os meninos jogando sinuca... O chão é verde, o Alex tá mais magro e sem camiseta e o Juliano, acho, largou da Carol, pelo menos ela não tá ali... E eu vejo o Branco, lá perto do balcão, olhando pra uma menina. Quando ele olha pra fora e me vê, eu sumo, literalmente.
Na casa da Liliam. Como se ela fosse minha melhor amiga, que eu não via há anos, conversávamos sobre ela, o marido e o bebê... Estávamos no quarto dela que é insuportavelmente rosa, até as paredes parecem ser rosadas e isso me dá um pouco de tontura. No berço, uma nenem bem gorda e rosada dorme, linda e fofa. A Liliam me conta que foi ela quem conseguiu o emprego pro Branco e... E dae? Que que eu tenho a ver com isso? Porque você tá me contando essas coisas? Aliás, por que eu to aqui com você? Surtou?
Perdida nesses pensamentos, nem percebo que a Liliam saiu do quarto rosa. E eu fiquei lá, mexendo no notebook cinza dela (ao menos uma coisa não-pink, mesmo que ter um notebook não combine com aquela casa de madeira e de móveis de segunda mão, mas vai saber?). Então, ouço vozes, o Juliano passa com uma menina pelo corredor e logo em seguida, o Branco, com outra. Ele passa de costas pra porta, então nem me vê. Tava de camiseta preta e cabelo solto...
-A Mariana tá ali no quarto, ouço a voz da Líliam. (vaca!)
- Ah tá? O Juliano com a voz assustada.
E aparece o rosto do Branco na porta. Ouço a menina q tava com ele esbravejar qualquer coisa e ele sorri. Olha de volta pra ela, grita alguma coisa e entra no quarto. Grita com ela. Grita. Ele grita, ele sempre grita... E entra no quarto.
(oh fuck)
Eu estou em pé, perto da parede que agora é azul! Ele se aproxima, sorrindo. (Surtou, coitado) "Tipo, sai de perto de mim." Minha voz tremia... "Não quero, nem você" ... " Sim, eu quero! Não chega perto de mim!" Eu me encosto na parede, maldita parede, eu quero fugir! Ele chega muito perto de mim, com a boca
Ele me beija, devagar, suave, como sempre... Minhas pernas bambeiam e eu esqueço todos os sons e acontecimentos do resto do mundo... Ele me abraça e eu aperto meus olhos, fechados já, com força... Sinto medo "Não posso fazer isso!" Mas meu corpo quer, meus braços querem, minha boca quer a dele e parece que tudo em mim tenta se mover em direção dele, pra nunca mais
E ouvimos a guria gritar! Ela passa pela porta e vai pra sei lá onde, ele se afasta e eu me encolho no canto da parede, junto meus braços e quero sumir, parece que todo o peso do mundo sufoca meu peito e ele não vai atras dela! Ele me olha, tenta chegar perto de mim, mas eu o empurro e vou embora, sentindo que a pior coisa do mundo é beijar aquela boca... A pior coisa do mundo é me deixar ir até onde todos os prazeres e amores me permitirem, só com aquele beijo e depois ter que voltar pra realidade na qual eu nunca posso, nem quero, nem devo,
:S
5 comentários:
é...han...é...
eu li...mas não comento
pois é, então, tipo, confuso né:S
comeceii a lê, daee sera q a Mari ta falando dela? dae penso
não é apenas um conto, mas dae sei lá...
vc tb sofre com fanfarronices da grécia...
adorei o blog!!!
e tbm o Alfie ;)
bjinhos =**
Mermã!! Tou aki super sentida por vc, naum sei se digo um vai fundo ou um corre daí. Cara confusões, confusões, mas arrepios na espinha não são o maximo ? Tou solidaria viu? Eu sei bem oq é querer novamente um pedaço do fruto proibido. =*
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